I’ve found some interesting Gallup polls around the immigration issue which we have been discussing here.
First, one that shows that 700 Million Worldwide Desire to Migrate Permanently. Looking at the map in the article, you see that Africa and the Middle East are the areas most interested, which seems to confirm that money and war are the main motivators.
But I decided to dig a bit deeper, and found a series of 3 other Gallup polls around migration in Latin America:
First one called One in Four Latin Americans Wishes to Emigrate, which shows the percentage of population that want to migrate (Brazil is second to last, but still has a 20% number which sounds high to me) and it confirms that the US is the most common destination (33%) but Spain does show first for a few countries.
The next one is more interesting: Latin Americans’ Motives for Migration. Here, you see that even though poverty and unemployment are strong factors behind immigration, quality of life and opportunity seem to be much more important.
Quoting the article:
“Furthermore, across the 20 countries studied, Latin Americans who say they do not have a job are no more likely than those who do have a job to say they would emigrate — 23% of the former do so, versus 26% of employed respondents. In countries with the region’s largest economies — including Brazil, Argentina, Mexico, and Venezuela — employed residents are at least as likely as those who are unemployed to say they’d emigrate given the opportunity.
It seems that job satisfaction in Latin America matters more than job availability in terms of driving migration intent. A follow-up question asking employed respondents whether they are satisfied with their current jobs produces an important distinction: 39% of those who are dissatisfied would like to emigrate, versus 24% of those who are satisfied.
Further, there is data to suggest the search for better jobs and opportunities to achieve more in life, rather than desperation and an inability to “make it” in their home countries, leads many Latin Americans to want to emigrate.”
The final piece, called Ambition and Emigration Among Latin Americans, confirms that ambition and optimism seem to be the main driving factors behind most Latin American immigrants. People who want to start their own businesses or have ideas for new products also tend to migrate more. Other important factors shown here are lack of confidence in the stability of commercial rules and laws in their home country.
Like I mentioned many times before, for me personally the main motivation to leave was the chaos. I could not stand the violence (and maybe even more important, the constant threat of violence) and the culture. But, I can definitely see why highly productive and ambitious people want to leave. I have evolved professionally here in ways I never thought I would, and I think this was possible not only because I applied myself but also because of the environment here, which tend to push people to give their best all the time.
So Latin America might not be as bad as Africa or the Middle East, but the people there still have plenty of reasons to try and get out.


19 comments
Comments feed for this article
November 5, 2009 at 1:05 pm
alex castro
But, I can definitely see why highly productive and ambitious people want to leave.
bem, eu me considero vagabundo e preguicoso, e minha grande ambicao seria viver de renda ou ter alguem q me sustentasse, pra poder escrever meus romances sossegado… essa obsessao dos americanos com trabalho e dinheiro me distrai do meu ocio….
November 6, 2009 at 9:49 am
Me
Nice. Pelo menos com vc voltando eh um a menos para sustentar por aqui, nao eh mesmo?
Eu acho que vc nao fala essas coisas a serio. Acho.
November 5, 2009 at 4:12 pm
Claudio
A violência é um fator relevante sim, mas para mim no topo da lista está a cultura loser que impera por aqui. A indolência, o coitadismo, a imaturidade, o desleixo, enfim, a brasilidade me incomoda muito. Com a cultura que impera nesse dim de mundo NADA pode dar certo. Ora, num lugar onde nada funciona por que iria a Segurança Pública?
November 6, 2009 at 9:50 am
Me
Sem duvida… Alias, o fato de que tantas pessoas espertas ainda conseguem fazer com que algumas coisas funcionem no Brasil sempre me surpreende.
November 5, 2009 at 6:18 pm
Leonardo
A brasilidade também me incomoda, pelas mesmas razões do Cláudio. Ao mesmo tempo, acho o modo de vida americano muito longe do ideal. Gostaria de poder imigrar para a Europa.
Os motivos para imigrar parecem ser sempre os mesmos, mas o nível de ambição varia. Pelo jeito, o Brasil deve ser um oásis pra muita gente, já que há tantos bolivianos, chineses e angolanos em São Paulo.
Quanto ao alto nível profissional, depende de onde você trabalha, já que muitas empresas brasileiras se abriram pro mundo. Em outubro, trabalhei num contrato de empréstimo de US$4 bi, de uma complexidade incrível, que alterou até a taxa de juros do país. Foi um trabalho de 1 semana,que terminou com a gente virando a noite num call com um escritório inglês e o JP Morgan. Também nunca imaginei que eu fosse fazer algo assim um dia e não sei se é exceção no mercado de trabalho de SP, já que estou aqui só há 4 meses. No RJ nunca fiz um trabalho desses. O salário é que continua uma bosta, independente do trabalho que você faça.
November 6, 2009 at 9:52 am
Me
Leonardo,
Pensa em ir para onde? Tem muitas coisas aqui dos EUA que eu nao gosto… Mas imagino se qualquer pais na Europa teria uma combinacao melhor. Guess I will never know.
Quanto as empresas brasileiras, sempre existem excecoes. Eu mesmo trabalhei em 2 empresas ai no Brasil que eu respeito bastante. Mas o negocio eh que o environment ainda pesa… Quando vc trabalhar fora talvez vc note isso rapido.
November 6, 2009 at 10:58 am
Claudio
Paulo, eu diria a Suíça. No último ano tive que fazer algumas viagens para lá e, depois de passado o impacto inicial, comecei a ver o país com um olhar menos de turista. O país dosa bem a proteção social e tem uma história de desconfiança em relação ao Estado muito salutar. A vasta maioria das pessoas é educada e as universidades são fenomenais. Não estou comparando os dois porque um tem 7 milhões e o outro 300, mas eu moraria em ambos facilmente. Pena que, assim como os EUA, ele é fechado para imigração. Mas se não tentar é que não sai mesmo
.
November 6, 2009 at 5:03 pm
Leonardo
Espanha, Portugal e Itália, com esse último correndo por fora, porque achei o povo muito grosseiro. Gosto do modo de vida relax do latino (não confundir com a indolência do latino-americano), mesmo que os salários sejam menores que o resto da Europa.
Na Europa a vida é mais lenta, vc voa pra outro país por 50 euros, a comida é maravilhosa, a violência é baixa,
saúde e educação são ótimos, o transporte é demais, cultura, história e beleza das cidades, são inigualáveis. Sem contar o welfare state, que apesar de doer nos ouvidos liberais, te dá a segurança de que vc e seus filhos provavelmente nunca vão estar na merda.
Eu trocaria minhas horas de trabalho e salário mediano, meus 40 min de transito em SP (e olha que eu to morando a
4km do meu trabalho!) ou 1 hora preso numa van no RJ, minha insegurança diária por um modo de vida mais light e uma remuneração que me permitisse algum conforto, sem luxos. Quem não trocaria?!
No Brasil não existe essa de trabalhar pra ficar rico, quase sempre o retorno financeiro não vem. Eu trabalho muito
porque não posso ficar desempregado, senão o que já é difícil vira um pesadelo. O que não falta aqui é gente
qualificada e desempregada, sonhando com a sua vaga.
November 6, 2009 at 11:06 am
alex castro
ué, paulo, vc acha mesmo, mesmo, serio, do fundo do seu coracao, q esse ideal quase religioso de trabalho trabalho trabalho do americano é uma aspiração mundial? q todo mundo se realiza no trabalho? q todo mundo quer trabalhar mais e mais? que o trabalho é a prioridade na vida de todo mundo?
eu hein.
eu trabalho desde os 18 anos (fui o primeiro dos meus amigos riquinhos e classe media da barra a trabalhar) e me sustento faz tempo. mas só trabalho pra pagar as contas. se tivesse dinheiro pra viver de renda, ou se tivesse quem me sustentasse, pq cargas d’agua eu iria trabalhar?! eu hein!
passaria os dias em casa, lendo e escrevendo romances. provavelmente ensinaria historia ou ingles em alguma favela, pq gosto de dar aula e pq satisfazer essa nossa culpa social tao classe media, mas seria coisinhas de uma, duas aulas por semana…
serio. me espanta o modo como as pessoas idolatram o trabalho pelo trabalho. se fosse bom, não precisavam pagar pra vc. ninguem, qd morre, olha pra tras e diz: “sabe, eu só me arrependo agora de não ter trabalhado tanto, queria ter passado mais horas no meu escritorio, ai q arrependimento….”
sabe, respeito sua opiniao e acho lindo haver gente trabalhadora como vc no mundo. mas me espanta vc achar q todo mundo tem essa sua mesma opiniao e quem nao tem é pq nao deve estar falando serio….
November 6, 2009 at 11:47 am
Claudio
Eu trabalho na minha terceira empresa americana e nunca vi nenhum americano com esse ideal
. Pelo contrário, geralmente não trabalham nas sextas, voam mais que não sei o quê e tiram vários “personal” days por ano. Esse estereótipo já era…
November 6, 2009 at 12:49 pm
Me
Alex,
Nao acho que exista essa tara por trabalho. O que as pessoas querem eh a possibilidade de ficar ricos. Eu trabalho com muitas pessoas que exageram, mas eh o direito delas. Ate mesmo a minha carga atual eh maior do que eu gostaria, mas no fim das contas, eh algo que eu aceito como valido por um certo periodo.
Mas o que vc falou foi diferente… Ser vagabundo e preguicoso nao eh equivalente a nao ser workaholic. E ainda querer ser sustentado por alguem? Vc estaria ok se fosse sustentado pelo governo? Sera que vc entende que pessoas como eu pagam taxes para ajudar pessoas que realmente precisam, e nao pessoas que nao querem trabalhar?
Nao sei como qualquer pessoa pode ser feliz desse jeito.
November 6, 2009 at 1:04 pm
alex castro
mas paulo, eu nao disse q ser vagabundo e preguicoso é equivalente a não ser workaholic. eu disse q acho engracado que vc rotule qq opiniao diferente da sua de “nao pode ser serio”, como se nao acreditasse q alguem pode pensar tao diferente de vc…
sim, eu adoraria ser rico, mas nao se o custo disso for ter que trabalhar duro, varias horas por dia, cinco dias por semana, 11 meses por ano… aí simplesmente nao vale a pena… vender sua alma hj, se escravizando de trabalhar, sem tempo pra nada, pra talvez, no futuro, quem sabe, ser rico… eu acho, pra mim, na minha opiniao, em toda a seriedade, q isso é uma quimera…. de cada trocentos mil q caem nessa, só um enriquece e os outros sacrificam suas vidas inteiras trabalhando para outras pessoas e desenvolvendo as visoes e projetos de outros em troca de nada… (ou melhor, em troca de um salario que nao lhes dá liberdade, só lhes permite que vivam pra poderem trabalhar mais e mais e mais)
Sera que vc entende que pessoas como eu pagam taxes para ajudar pessoas que realmente precisam, e nao pessoas que nao querem trabalhar?
hmm, será q vc entende q nao estou falando nada disso? q nunca fui sustentado pelo governo? q nunca recebi nada do governo? q sempre me sustentei e paguei minhas proprias contas?
o que estou falando é que o trabalho nao é um valor (pra mim, claro). trabalhar nao é bom. trabalhar nao enobrece. trabalhar escraviza e me impede de desenvolver meus proprios projetos.
dinheiro é bom. eu preciso de dinheiro pra sobreviver e pagar minhas contas. trabalhar é um dos meios de se conseguir dinheiro – bastante desagradável, mas seguro. roubar é um outro meio, e eu não teria nada contra, em princípio, mas é perigoso e pode dar cadeia, então só caso vc tenha certeza absoluta de não ser pego. ser sustentado por alguém? claro.
se meus pais, o governo, minha esposa, um mecenas das artes, qualquer um se dispuser a pagar minhas contas e me sustentar pra eu ficar em casa sem fazer nada, ou fazendo o que eu quiser, claro que eu aceitaria e seria mt feliz, oras. pq nao aceitaria? o que me faria INfeliz nessa situação?
putz, nao posso imaginar situação mais feliz do que receber dinheiro em troca de nada (p.ex, ser sustentando) e não precisar mais trabalhar…. é quase a definição de felicidade….
infelizmente, ninguem se dispõe a isso e aqui estou eu, trabalhando há 17 anos…
November 6, 2009 at 4:49 pm
Marcio E. Goncalves
“eu acho, pra mim, na minha opiniao, em toda a seriedade, q isso é uma quimera…. de cada trocentos mil q caem nessa, só um enriquece e os outros sacrificam suas vidas inteiras trabalhando para outras pessoas e desenvolvendo as visoes e projetos de outros em troca de nada…”
Bom, essa eh a opiniao tipica de brasileiro media, Alex.
Respeito, mas tambem acho que eh algo que explica bem pq o Brasil nunca chegou ao nivel dos EUA sendo que tinha tudo p/ estar la.
O que voce enxerga como “loucura por trabalho” na verdade eh o empreendedorismo e a ambicao do americano, o ideal de criar algo – nao eh trabalho pelo trabalho, nem so dinheiro pelo dinheiro. Eh a garra de criar algo, ser vencedor, etc…
Caras como Trump, Bill Gates e Steve Jobs podiam ter parado de trabalhar faz decadas (se fossem brasileiros provavelmente teriam parado) mas nao param – mas duvido muito que qualquer um deles “goste” de trabalhar no sentido de sentar no escritorio, ir a empresa etc… O que eles gostam e ver suas ideias e projetos em pratica, ver as coisas acontecerem, etc…
Esse eh o meu grande problema com o Brasil – nao existe esse desejo la. Todo mundo (obviamente estou generalizando feio aqui…) pensa como vc – so quer o minimo p/ ficar feliz, tomar uma cervejinha com os amigos e ir andar na praia.
Ok, respeito a decisao (afinal cada um faz o que quer com a vida) mas tb nao da p/ choramingar que o pais nao anda depois. E o pior, normalmente quem pensa assim tende a sabotar quem eh empreendedor.
Ser ambicioso no Brasil eh quase um crime social.
Acho que isso se relaciona a algo que tu escreveu no teu blog tempos atras – comentando que nao entendia como alguem podia achar uma vista de janela so com predios “bonita” – p/ vc bonito eh o corcovado, natureza, etc…
Eh o tipico brasileiro – vc ve monte de predio e acha feio. Eu vejo um monte de predio e acho lindo, simbolo e inventividade e ambicao humana.
Tu ve a natureza do Rio e se empolga e se sente orgulhoso. Eu vejo e fico sem entender pq brasileiro so tem orgulho de coisas pela qual nao precisaram fazer nada.
Mas enfim, de fato faz mais sentido tu voltar ao Brasil.
November 7, 2009 at 3:26 am
Claudio
Há uma seqüência fenomenal no filme Aviador em que os Hepburns dizem a Howard que eles não se preocupam com dinheiro. Hughes responde na lata: “That’s because you have it.” Eu adoro viajar, comer bem, ler, ir ao cinema, etc, etc. Mas tudo isso custa dinheiro e dinheiro, para quem não tem de família ou não é ladrão, só se obtém trabalhando. Eu também ficaria alegre em parar de trabalhar se alguém bancasse meu estilo de vida mas isso não vai acontecer, então… Não sou do tipo workaholic mas odeio trabalho meia-boca – ou half-assed como dizem os gringos.
Discordo dessa visão de que o brasileiro se contenta com pouco. Ele até quer o muito mas não quer trabalhar por isso. Não é por nada que o mercado de cursinhos para concurso público aqui vive agitado. E só mesmo aqui poderia ter sido cunhado o termo “concurseiro.”
November 6, 2009 at 6:01 pm
alex castro
eh algo que explica bem pq o Brasil nunca chegou ao nivel dos EUA sendo que tinha tudo p/ estar la.
só se vc julgar tudo por critérios materiais e/ou de riqueza, claro. a graça é q existem milhares de outros. em alguns, o Brasil está na frente dos EUA, em outros, os EUA estão na frente, etc etc etc. nem todo mundo tem o dinheiro ou a acumulação de bens materiais ou prosperidade material como maior objetivo de vida ou como critério mensurador do “nivel”, seja das pessoas ou das sociedades…
Todo mundo (obviamente estou generalizando feio aqui…) pensa como vc – so quer o minimo p/ ficar feliz, tomar uma cervejinha com os amigos e ir andar na praia.
feio mesmo. o que nao falta aqui é workaholic doente reclamando que nao consegue montar empresa por causa da burocracia do governo. eu sei, pq já fiz plano de negocios, levantei investimentos e abri uma S/A (o SobreSites) e hj tenho uma empresa de consultoria, a Usability (que é uma Ltda)…
Ok, respeito a decisao (afinal cada um faz o que quer com a vida) mas tb nao da p/ choramingar que o pais nao anda depois.
ainda bem q eu nunca choramingo nem choramingarei sobre essas coisas….
Tu ve a natureza do Rio e se empolga e se sente orgulhoso.
vc nao entendeu nada do post da vista. eu não disse q acho a vista de SP “feia”. eu disse que nao achava que a vista de SP era uma “vista”, pq na minha terra vista é outra coisa. vista, por definição, teria que ter natureza. se vc tem um apartamento no rio que nao dá pra uma floresta, lagoa, mar, ou parque, vc simplesmente não pode dizer que tem “vista”. enfim, foi um post sobre eu descobrir que em SP vista quer dizer outra coisa. E SP tem vistas lindas, assim com Manhattan, sem uma naturezinha sequer….
Alias, nao sei de onde vc tirou essa besteira que vc falou, nao foi desse post nem de outro. Eu nao tenho nenhum saco pra natureza, nao acho graça em belezas naturais, nunca fui acampar nem a parques nacionais, nada. As coisas q eu acho bonitas sao bonitas pelo que me dizem da civilização e da cultura q as produziu. Mato é tudo igual.
E eu fico empolgado e orgulhoso com as belezas naturais do Rio?? Eu?? Orgulhoso?? Cruzes, me confundiu com outro Alex.
Dá uma olhada no post abaixo, q resume minhas opiniões sobre esse tipo de orgulho:
http://www.interney.net/blogs/lll/2008/05/05/orgulho_de_ser_brasileiro/
November 6, 2009 at 10:16 pm
Marcio E. Goncalves
“só se vc julgar tudo por critérios materiais e/ou de riqueza, claro. a graça é q existem milhares de outros. em alguns, o Brasil está na frente dos EUA, em outros, os EUA estão na frente, etc etc etc.”
Sem duvida nenhum – como nas relacoes raciais (mas nao na conscientizacao do racismo, o que eh diferente ao meu ver). Mas ai vc quer acabar logo com isso…rs
“feio mesmo. o que nao falta aqui é workaholic doente reclamando que nao consegue montar empresa por causa da burocracia do governo.”
Sem duvida que ha aos montes mas nao o suficiente para impactar a cultura mainstream brasileira. Eh como aqui nos EUA – tenho varios amigos americanos e de outras nacionalidades aqui que sao bem “brasileiros” no jeito de ser (San Francisco tem um jeito meio brasileiro de ser, ainda que um jeito “curitibano” brasileiro eu diria). Mas a existencia deles nao afeta o jeitao “Greed is good” americano.
“vc nao entendeu nada do post da vista…Dá uma olhada no post abaixo, q resume minhas opiniões sobre esse tipo de orgulho:”
Valeu pela explicacao. Eu lembro desse texto sobre orgulho, sempre achei ele contraditorio com o tal post sonbre a vista. Anyway, mas eh que tu mudou tanto de opiniao nesses tempos que nao da p/ se valer dos textos antigos p/ imaginar o que tu pensa.
Mas boa sorte no Brasil (sem ser ironico) .
November 7, 2009 at 7:23 am
Me
Alex
Eu nao vou ficar discutindo o que eh ser feliz ou nao. O que eu tenho para te dizer eh que vc achar bonito (ou mesmo aceitavel) dizer que eh vagabundo e preguicoso me doi na alma.
O quanto uma pessoa quer trabalhar nao eh o ponto. O negocio eh essa sua ideia de que trabalho eh sempre ruim. Eh muito bonito essa historia de “quando vc estiver no seu leito de morte” mas isso eh uma generalizacao boba. Na nossa vida fazemos muitas coisas necessarias que nao sao “as coisas que lembraremos antes de morrer”. Cuidamos de criancas (que eh um baita trabalho), fazemos coisas pela nossa familia (que nem sempre queremos), etc, etc. Ganhar dinheiro eh um aspecto da vida – nem totalmente bom, nem totalmente ruim – but nonetheless um aspecto muito importante e necessario.
E olha, eu ainda nem acredito que vc acrredite em tudo isso que vc diz totalmente. Vc parece um cara esperto, deve saber como “ser sustentado” eh pessimo. Veja as pessoas que ganham na loteria. Veja os filhinhos de papai que nao precisam trabalhar. Sao provavelmente 2 dos grupos mais infelizes que existem por ai.
E por ultimo: workaholic realmente eh pessimo, until you need one. Eu tenho muito respeito por pessoas que entregam sua vida pelo trabalho. Eh assim que conseguimos sair da caverna e ter nossas casas quentinhas, a internet prontinha para ser usada toda manha, e vacinas contra uma pancada de doencas. Os EUA sao um grande pais por muitos motivos, mas grande parte eh sim essa cultura de RESPEITO ao trabalho e aos seus ganhos do trabalho. Eh por isso que temos tantas empresas inovadoras e revolucionarias. Do outro lado da moeda, o Brasil eh um desastre de pais em parte por causa dessa cultura ANTI trabalho. Realmente vc pode desenvolver mil falacias sobre como acordar no Rio eh olhar para as montanhas eh melhor do que estar num Pais com shopping malls, mas no fim das contas, quando vc precisa de seriedade e organizacao para ter uma policia que funcione, um governo que pelo menos nao seja horrivel, e uma sociedade que produza avancos, as montanhas e o lindo mar nao vao te ajudar em nada.
[]s
November 7, 2009 at 6:16 pm
alex castro
Eu tenho muito respeito por pessoas que entregam sua vida pelo trabalho.
eu tb respeito mt. alguem tem q fazer o mundo funcionar, construir predio, etc. desde q nao seja eu, eu acho lindo.
Realmente vc pode desenvolver mil falacias sobre como acordar no Rio eh olhar para as montanhas eh melhor do que estar num Pais com shopping malls
bem, eu nao falei nenhuma dessas falacias, falei? disse q quero voltar pro brasil pq lá eu sou mais feliz e pq lá eu sou cidadao e tenho mais direitos.
November 8, 2009 at 4:01 am
Saulo
“Vc parece um cara esperto, deve saber como ’ser sustentado’ eh pessimo. Veja as pessoas que ganham na loteria. Veja os filhinhos de papai que nao precisam trabalhar.”
Acho que isso depende do que você faz da sua vida. Darwin usou as rendas da família para fazer lá as pesquisas dele. Não consta que ele fosse profundamente infeliz por ter podido se dedicar à ciência em uma época em que a ciência profissional e remunerada ainda engatinhava. Também não consta que os ganhadores de loteria sejam, como grupo, especialmente infelizes: o que se sabe é que, depois de um tempo, a euforia por ter ganho vai embora, mas o mesmo vale para o cara que acabou de receber uma promoção. Evidentemente, ganhar dinheiro é necessário- a não ser que você já o tenha- e ganhá-lo honestamente é muito louvável e até, direi eu, obrigatório, mas daí a dizer que o cara que por alguma razão já tem o dinheiro e está livre para fazer o que ele queria fazer em primeiro lugar é infeliz é simplesmente ridículo.
Quanto às coisas que fazemos e não lembraremos no leito de morte, algumas são obrigações das quais moralmente ou legalmente não podemos fugir- diferente do trabalho para quem já tem o dinheiro- e outras são investimentos para ter o que queremos: trabalho para ter dinheiro, dar atenção à nossa outra metade para termos um relacionamento saudável ou cuidar das crianças porque queremos filhos saudáveis e felizes.