I am visiting Brazil after quite a while and it´s been quite an interesting trip. I had a chance to meet some old friends, people I haven´t spoken to in 10, 15 years.
These meetings reminded me of a Borges´ short story called “The Other” where two Borges, one young and other old, meet. They know they are the same but yet can barely communicate. All told in the usual smart and profound Borges way.
When I spoke with these friends I noticed how they are all in this weird state of despair and resignation about Brazil´s situation. Most of them pretty much decided to ignore politics all together. It´s a mix of a “nothing can be done” attitude with a feeling that things at least are improving a little bit at the time (I bet there are many worse places in the world! They would tell me). Every single one of them hates Lula and all he represents, but in the end there is no alternative in the horizon.
It reminds me the way I was when I lived here. It was one of the main reasons why I decided that there was no alternative besides just getting out of here.
I could see how they got annoyed at me when I started to tell them everything I thought needed to be changed and how in the US things are always in flux and alternatives to issues are always being debated. People sometimes (maybe most times) don´t like to be reminded of certain things. Ignorance may not be bliss, but sometimes seems to be a necessary survival tool.
At the end I felt exactly like old Borges in the end of the short story. Our talks felt like a wasted effort in all fronts. My friends will probably forget quickly everything we talked about, and will only remember the fact that an old friend came to visit after so many years with some pretty crazy right wing theories of how to change the world. And I will keep the memory of seeing how things are still the same here, and how all my smart and nice friends continue to live in hopelessness and are ultimately lost when the subject is trying to fix the humongous mess called Brazil.


26 comments
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October 26, 2009 at 9:18 am
Claudio
Quando você vier ao Brasil novamente eu faço um briefing com você sobre como se posicionar em relação a diversos assuntos nas rodinhas sociais.
October 26, 2009 at 9:26 am
Alberto
É, não é fácil viver aqui mesmo. Alguém um dia vai estudar o impacto psicológico de todos os dias querer pegar em armas antes de passar da terceira página do jornal – e claro, não fazê-lo porque seria estrategicamente falho, praticamente nulo e porque vc tem mais gente sentada na mesa do café da manhã.
É burrice, não se envolver, mas é masoquista se envolver, e no final, todo munda sabe disso antes de escolher uma coisa ou outra.
Não é fácil.
October 26, 2009 at 9:55 am
Alexandre
The country is backward, very backward, backward to the extent that people content themselves with backward consolation that other places are even more backward.
Not to mention that many of those who lament such backwardness are backward themselves in their habits, in the way they behave in society, using their cell phones while driving, double parking, taking a position contrary to theirs in a conversation or a debate as a personal insult instead of a learning situation for both parties.
BACKWARD.
Stay in America dude, forget about Brazil. Next time if you choose to vacation in a third world country go to Mexico, but when arriving forget any attempt at even discussing possibilities of improving the place, just focus on sand and water, and pyramids.
The backyard will always be backward and God bless the natives who will have nothing of it and go elsewhere.
October 26, 2009 at 5:15 pm
Leonardo
People sometimes (maybe most times) don´t like to be reminded of certain things. Ignorance may not be bliss, but sometimes seems to be a necessary survival tool.
Só discordo disso. Não se opta pela ignorância, mas por uma espécie de apostasia. Somos indiferentes, já que nada se resolve, mas sabemos muito bem onde estão os problemas. O que pode ter havido é que vc não é mais um brasileiro e toda crítica, mesmo que válida, soa como reclamação de um estrangeiro.
Por outro lado, estou fazendo secondment no jurídico de uma empresa que produz aço e cimento e vende no atacado e no varejo. A projeção de venda pros próximos anos é tão alta, mas tão alta, que parece impossível que a economia brasileira não viva um boom nos próximos anos.
Ao mesmo tempo, me preocupa o país que você escolheu pra viver, porque é um lugar que eu realmente admiro e vejo que, ano após ano, está indo pro buraco. Hoje fiz uma reunião com um advogado americano nascido no Mexico e, num determinado momento, a conversa descambou para “la raza”, reconquista e etc. Chegou ao ponto dele dizer que “all blonde and tall anglo-saxons should return to Europe or just die”. Nunca tinha visto isso numa reunião de negócios e me incomodou bastante.
October 26, 2009 at 7:24 pm
Me
Leonardo,
Bom, a diferenca entre ignorar algo e ser indiferente eh semantica na minha opiniao. Alias, pensando bem, poderia argumentar que indiferenca eh ate um pouco pior.
E sobre os problemas americanos, realmente existem. Mas veja bem, a vantagem que eu vejo no pais eh justamente a super exposicao desses problemas que leva a uma possivel reacao da sociedade. Quando eu citei aquela lei que pagava a familia de presos, a maioria dos meus amigos ficou surpreso mas imediatamente assumiu uma postura defensiva. Nada acontecera, no matter what. Mesma coisa sobre super tributacao, corrupcao institucional, falta de opcoes ideologicas, etc, etc.
Apesar de tudo, eh isso que me da confianca que eu fiz a escolha certa e que os US ainda sao muito viaveis. Ja o Brasil, como sempre acontece, tem potencial. Mas a realizacao desse potencial eh bem incerta.
October 26, 2009 at 5:58 pm
Alberto
hahaha… mais “americano”que isso, só o obama himself…
October 27, 2009 at 12:18 pm
Alberto
É daí que nasce toda a ansiedade nossa! Fossemos sei lá, uma serra leoa, a imigração seria um caminho natural e de certa forma tranquilo; não há o que se fazer em poquíssimas gerações, e nem mesmo o interesse.
Bom, não somos. Há o que se fazer em uma geração, e há o interesse ( e não deixa de ser alentador a massa crítica pensante encontrada poraís e poraquis na internet. E pra “piorar” em alguns casos sabemos que não há apenas o potencial, mas falta um pouquinho pro negócio virar.
Mas não vira. Sempre quase. Sempre por um detalhe. Daí a verdadeira aflição nacional.
October 27, 2009 at 1:28 pm
Adriano Alves Pinto
Voce tem os amigos errados. Com amigos assim não me admira vc ter saído do país. Por favor, fique por ai mesmo.
November 1, 2009 at 8:12 pm
alex castro
bem, paulo, estou quase decidido a voltar pro BR ano q vem, e tenho sentido o contrario. aqui, está td mundo desesperado, perdido, sem experiencia de recessao, sem saber o que fazer, etc. e todo mundo com quem falo no BR está feliz, esperançoso, renda subindo, país melhorando, só escuto coisas boas.
repara q nao estou nem dizendo q um está melhor q outro. mas minha sensacao, baseado no que meus conhecidos falam, é q todos aqui nos EUA estao desesperados e pessimistas e todos no Brazil felizes e otimistas… dos meus conhecidos pessoais, claro…
November 3, 2009 at 5:01 am
Adriano Alves Pinto
Bom, agora que as coisas estão melhorando por aqui vcs querem voltar?
Estamos felizes aqui porque o último dos idiotas saiu do país. Não precisa voltar, não.
November 2, 2009 at 9:14 am
Me
Alex,
Considerando que temos mais de 500 milhoes de pessoas entre os 2 paises nao eh uma surpresa que meus amigos pensem diferente dos seus amigos.
Quanto a voltar ao Brasil, acho que a opiniao dos outros deve pesar pouco nao? Mesmo se eu tivesse achado todos meus amigos dizendo mil maravilhas do Brasil, I know what I saw. E como vc parece adorar por la, nao vejo porque nao voltar.
Mas novamente falando da minha experiencia, eu conheco 4 pessoas que moravam aqui e voltaram (2 amigos e 2 parentes). Todos se arrependeram.
November 2, 2009 at 11:55 am
alex castro
bem, mas entenda q eu nunca vim *morar* aqui. vim estudar aqui por cinco anos. os cinco anos estão acabando. ficar aqui nunca foi um plano ou uma vontade, apesar de eu gostar muito. simplesmente não é minha terra. me incomoda ser imigrante na casa dos outros.
November 2, 2009 at 1:30 pm
Me
“me incomoda ser imigrante na casa dos outros”
entao nao tem outra opcao. alias, eu nao tinha entendido isso pelos seus posts nao… interessante de saber.
November 2, 2009 at 9:38 pm
alex castro
eu gosto muito dos eua, mas me sinto em uma situação legalmente fragil aqui. nao tenho os mesmos direitos dos outros cidadaos, posso ser deportado por qualquer coisa, é como se houvesse uma espada de damocles sobre a minha cabeça. se tenho país, se sou bem vindo lá, não sou perseguido de nenhuma maneira, tenho liberdade de expressao e de associação, tenho emprego, tenho leitores, as coisas estao boas, a economia está crescendo, etc, etc, entao nao tem pq ficar aqui por mais tempo alem do necessario.
November 3, 2009 at 7:28 am
Me
Alex
Vc nao pode ’ser deportado por qualquer coisa’, a nao ser que vc seja ilegal. Seu visto tem uma data de validade, e vc tem sim menos direitos que um cidadao entao vc nao pode cometer crimes (eh assim em qualquer pais). Se vc acha esse tipo de situacao insustentavel vc nunca vai poder ser imigrante em pais algum – os EUA sem duvida nao sao o pior nesse quesito.
Agora, sem duvida lidar com vistos e imigrar no geral nao eh um passeio no parque. Eu levei 8 anos para ir de h1b para cidadania. Mas eh tudo uma questao de custo x beneficio… milhoes de pessoas imigram para ca, e a burocracia eh grande. Mas nada eh por acaso. O motivo que milhoes mudam para ca eh que vale a pena, tanto financeiramente como em melhora de vida.
Mas se vc acha que o que o Brasil oferece eh bom suficiente, nao faz o menor sentido sair.
November 4, 2009 at 10:02 pm
alex castro
mas paulo, esse é o ponto. nao quero ser imigrante em pais nenhum. minha vida no brasil era otima. eu estava plenamente satisfeito. vim pra cá pra estudar, sem ideias preconcebidas. se fosse bom, ficava, procurava emprego aqui. senao, voltava. é até bom, eu poderia ficar aqui indefinidamente sem grandes problemas, mas é tão melhor estar no brasil que nao vejo pq ficar aqui sendo cidadao de segunda classe/imigrante se tenho um pais onde sou cidadao… converso mt com isso com colegas de outros paises da america latina q estao realmente fudidos e q, por isso, nem consideram voltar, pois nem teriam trabalho nos paises de origem, entao ou fazem a vida aqui ou fudeu. felizmente, eu tenho escolha. posso escolher procurar um emprego aqui e ficar por aqui, posso escolher voltar pro brasil e procurar emprego lá….
Se vc acha esse tipo de situacao insustentavel vc nunca vai poder ser imigrante em pais algum – os EUA sem duvida nao sao o pior nesse quesito.
ah, e cresci em comunidade internacional, todos meus amigos moraram em varios paises, e realmente, de ouvir as historias e comparar, nao conheco nenhum pais do mundo onde seja melhor ser estrangeiro do que aqui, onde o estrangeiro tenha mais direitos e seja mais empregavel… achei até estranho vc falar que nao é o pior.. vc conhece outro pais onde seja melhor ser imigrante??
a grande é que mesmo ser imigrante no pais onde os imigrantes tem mais direitos é uma merda. só se justifica ficar nessa situacao se a vida no seu pais de origem for um inferno….
November 5, 2009 at 6:58 am
Me
Alex,
Eu nao discordo de vc, ser imigrante (principalmente no comeco) eh dificil mesmo. Agora que eu sou cidadao a coisa eh mais facil, mas o caminho eh complicado. Eu so conheco o sistema Americano, entao nao tenho como dizer que aqui eh o melhor do mundo ou nao. Nunca vi estudos sobre isso.
O unico ponto que discordamos eh a definicao de inferno. Para mim, um lugar aonde 20 mil pessoas morrem violentamente em pouco mais de 2 anos eh um inferno, nao um paraiso. E os numeros de SP devem ser tao ruins ou piores. Eu sofri muito no Brasil, e se tivesse que imigrar de novo eu o faria num piscar de olhos.
November 5, 2009 at 2:21 am
Marcio E. Goncalves
“eu gosto muito dos eua, mas me sinto em uma situação legalmente fragil aqui. nao tenho os mesmos direitos dos outros cidadaos, posso ser deportado por qualquer coisa, é como se houvesse uma espada de damocles sobre a minha cabeça”
Putz, eu me sinto da mesma maneira aqui nos EUA – me irrita muito essa situacao de cidadao de segunda classe.
Mas minha situacao eh um pouco diferente – se por um lado eu necessito realmente ficar aqui, consigo trabalho facil no Brasil em varias areas, por outro para fazer o que eu realmente gosto (Animacao3d/Cinema) nao tem comparacao – os EUA sao a Meca disso tudo eh por aqui que vou ficar.
E uma vez eu abri mao dos EUA e voltei ao Brasil todo esperancoso e o pais me derrotou. Agora, 9 anos depois, sou imune a homesickness e vou engolindo essa situacao ridicula de cidadao de segunda classe.
“vc conhece outro pais onde seja melhor ser imigrante??”
A pergunta foi p/ o Paulo mas eu posso responder facil pq pesquisei um monte antes de voltar aqui: Inglaterra e Espanha.
Inglaterra – como Estudante vc pode trabalhar meio periodo onde quiser (ao contrario daqui onde eh so no campus ou fora so com autorizacao especial muito rara de se conseguir). Eles tb tem um sistema por pontos bem mais coerente p/ vc ganhar visto de trabalho, vc nao fica preso como indentured servant de uma empresa como eh o caso do H1B aqui nos EUA. Estando legalmente vc pode usar o sistema de saude. O caminhao do visto legal a cidadania eh bem mais claro e rapido que nos EUA. Entre trocentas outras coisas.
Espanha – brasileiros viram cidadaos espanhois apenas com 2 anos morando legalmente la (privilegio de todos paises ibericos ou latino-americanos, outros estrangeiros levam 7 anos). E vc nao precisa abrir mao da cidadania brasileira (outros estrangeiros nao ibericos precisam). Engracado que a Espanha da todos esses arregos aos brasileiros e Portugal nada.
Mesmo sabendo disso tudo eu resolvi vir p/ os EUA mesmo, pois ja tinha morado aqui e como o Paulo acho que em longo prazo vai valer a pena. Mas se a situacao comecar a apertar contra imigrantes eu provavelmente vou me mandar p/ Inglaterra.
November 5, 2009 at 7:07 am
Me
Marcio,
Eu tambem nao concordo com muitas restricoes do H1B, mas pelo menos o acesso ao green card nao tem muito segredo… e depois disso a cidadania eh so uma questao de tempo. Se vc esta aqui ha 9 anos ja poderia ter virado cidadao e acabado com a inseguranca de vistos temporarios.
Sobre o sistema de pontos, o Canada tambem eh assim mas este tambem tem varios problemas estupidos. Se vc passou de 40 anos nao consegue visto de trabalho de jeito nenhum… E eu nao sei se esse caminho para cidadania na Inglaterra e Espanha eh tao rapido assim… Como te disso, eu levei 8 anos aqui. Se na Espanha eu teria uma moleza por ser brasileiro isso ja me faz pensar que o sistema ja eh meio furado (afinal, que diabos um brasileiro tem de especial sobre, sei la, um indiano?) Eu tenho uma prima que mora por la ha muito tempo, vou tentar me informar.
E se vc quer um ’sistema de saude’ (leia-se publico) vc precisa realmente procurar outro pais… nem cidadaos tem isso aqui, nao tem nada a ver com visto. Ah, e se for para a Inglaterra, eh bom passar pelo dentista daqui antes
November 5, 2009 at 10:03 am
alex castro
só se justifica ficar nessa situacao se a vida no seu pais de origem for um inferno….
just for the record… eu nunca chamei o brasil, nem rio, nem sp, de paraiso, ou mesmo nada perto disso, ou nada q desse a entender isso! nao sei de onde vc tira essas coisas! eu disse que nao é um inferno. daí a ser um paraiso vai, basicamente, literalmente, TODA a diferenca…
November 5, 2009 at 10:07 am
alex castro
mas é o q estou falando. depois de viajar mt, conhecer qs toda a europa e america latina, morar nos eua, gosto mt desses paises todos, moraria em mts deles, mas nao vejo razao pra nao estar no brasil… sou professor de literatura… prefiro ser concursado de uma federal no rio e ganhar 8 mil reais por mes, do que ser prof da U Kentucky por 50 mil dolares por ano… é uma decisao simples assim…..
November 5, 2009 at 10:10 am
alex castro
ah, e nao soh em termos academicos. tenho uma empresa de consultoria em usabilidade no BR. prefiro estar no BR e ter essa empresa e ser livre, e pegar 3 jobs por ano (q eu pego se EU quiser), q vao me ocupar tipo 4-5 meses por ano e me render, sei lá, 50 mil reais, do que ficar nos EUA, pegar um emprego de consultor de usabilidade pra ganhar as vezes até 100 mil dolares por ano, mas estar num pais estrangeiro, trabalhando 5 dias por semana, 10h por dia, 11 meses por ano…. qd faço as contas, simplesmente nao vale a pena…
November 5, 2009 at 10:43 am
Marcio E. Goncalves
“Eu tambem nao concordo com muitas restricoes do H1B, mas pelo menos o acesso ao green card nao tem muito segredo… ”
Eh que voce comecou o processo de Green Card e Cidadania antes de 9/11 pelo visto. Depois disso e agora com a crise economica ta foda, tenho amigos que tiveram que voltar a India e China depois de 6 anos com H1B aqui. Para quem esta com visto de estudante como eu, estao negando coisas que raramente negavam, como autorizacao p/ trabalhar por economic hardship, etc…
“E eu nao sei se esse caminho para cidadania na Inglaterra e Espanha eh tao rapido assim… “Como te disso, eu levei 8 anos aqui.”
Bom, eu nao escrevi o outro post inventando da minha cabeca ou por ser fa dos dois paises (tanto que moro nos EUA, nao? Podia estar em qualquer um dos ambos). Eh so checar nos sites oficiais.
Como disse, brasileiro leva estando 2 anos legalmente (viso de trabalho por exemplo. Estudante nao vale). Se for neto de Espanhol 1 ano.
Nao da nem p/ comparar com os ridiculos 8 anos dos EUA (8 ano POS H1B, onde vc fica preso a uma empresa).
Na Inglaterra eh 5 anos. Menos que nos EUA. E o mais importante, eh um caminho mais certo – hoje em dia esse 8 anos (ta mais p/ 10) aqui nos EUA eh bem incerto. Muita gente aqui em San Francisco esta voltando por nao conseguir depois de anos.
“Se na Espanha eu teria uma moleza por ser brasileiro isso ja me faz pensar que o sistema ja eh meio furado (afinal, que diabos um brasileiro tem de especial sobre, sei la, um indiano?) ”
Cara, nao tenho duvida que eh furado – mas respondi a pergunta do Alex considerando a realidade que ele eh brasileiro. E como tal ele vai ser mais bem tratado la do que nos EUA. A Espanha eh uma monarquia, ligada a tradicao, etc… o tratamento preferencial a brasileiro eh o mesmo dado a qualquer ibero e latino-americano. A justificativa eh compensar qualquer coisa que a Espanha possa ter feito durante o periodo Colonial. Pq o Brasil entra na bagaca? Nao sei exatamente, mas suspeito que seja pela Uniao Iberica, periodo em que o pais fez parte do Imperio Espanhol.
Parece frescurite mas tambem nao eh muito diferente do tratamento preferencial que os EUA dao a quem tenha ligacao familiar nos EUA. Em ambos tentam peneirar a imigracao com pessoas que tenham lacos com o pais – em um caso lacos familiares, no outro lacos culturais.
“E se vc quer um ’sistema de saude’ (leia-se publico) vc precisa realmente procurar outro pais… ”
Cara, eu nao quero nada. Deixa de ver comunismo em tudo – so citei algo a mais que se tem na Inglaterra, goste eu ou nao. Acha mesmo que teria voltado aos EUA se achasse isso essencial?
“nem cidadaos tem isso aqui, nao tem nada a ver com visto. Ah, e se for para a Inglaterra, eh bom passar pelo dentista daqui antes ”
Hahaha bom ponto. Mas posso dizer o mesmo aqui dos EUA. O que tem gente com arcada dentaria de baixo torta aqui eh brincadeira. Parece que os dentistas so sabem arrumar a parte de cima…
November 5, 2009 at 10:51 am
Marcio E. Goncalves
“Se vc esta aqui ha 9 anos ja poderia ter virado cidadao e acabado com a inseguranca de vistos temporarios.”
Ah, nao estou aqui ha 9 anos, me expressei mal. Eu morei nos EUA 9 anos antes de voltar aqui em 2008. Tive chance de fazer faculdade aqui mas resolvi voltar p/ o Brasil por motivos patrioticos.
Tomei no cu, decidi voltar em 2006 mas so consegui chegar aqui em 2008.
Os 9 anos me deixaram imunes a homesickness pq ja sei o que me espera se voltar – decepcao.
November 6, 2009 at 9:47 am
Me
Marcio,
eu nao estava tentando dizer que vc estava pedindo health care, so disse que esse aspecto nao varia com visto… Alias, eu achei bem interessante seu caso, nao estava tentando give you a hard time in any way.
Eu acho que disse isso para o Alex: eu conheco algumas pessoas que passaram exatamente por isso que vc falou: moraram aqui por um tempo, voltaram e se arrependeram. O caminho de volta para os EUA sempre eh mais complicado.
Ah, e uma tip caso vc encontre essa situacao: se o seu empregador oferecer para sponsor o Green card para vc, diga que vc prefere pagar o advogado vc mesmo. Eu sei que parece estranho, mas se vc depender do advogado da empresa o processo vai demorar muito mais (justamente porque para a empresa te manter no H1b eh sempre vantagem). Tenta negociar algum tipo de reembolso ou algo do tipo. Mas na pior das hipoteses, paga da sua grana. Vai valer muito a pena.
Boa sorte para vc
November 6, 2009 at 6:14 pm
Marcio E. Goncalves
Paulo,
Reli meu post acima e vi que ele soou mais “harsh” do que foi a intencao. Foi mal ai – acho seu blog bem maneiro e compartilhamos de varias ideias semelhantes. E pelo visto parece que eu estou no inicio de um jornada que tu ja fez anos atras – e foi bem sucedido.
Valeu pela dica – me formo ano que vem e depois do OPT de um 1 ano vou estar correndo atras do H1B e depois do Green Card. Bom saber a experiencia de outro brasileiro que ja passou por isso.